Uma vida cheia de superações

Num breve esboço de abertura de site, o Instituto Lap irá trazer uma série de reportagens abordando as populações ribeirinhas da Amazônia, comunidades que vivem nas beiras dos rios e, geralmente, são extremamente pobres e sofrem com as poluições dos rios (esgoto), com os assoreamentos e as erosões.

Essas comunidades ribeirinhas vivem em casas de palafitas e as atividades desempenhadas são o artesanato e a agricultura. As culturas e criações de animais, em sua maioria, são complementares à alimentação, por exemplo, a caça, a pesca e algum extrativismo vegetal.

Podemos dizer que a vida da população ribeirinha é um ato de heroísmo, de aventura e de superação para sobreviver na várzea amazônica. Como que já não bastasse as dificuldades do dia a dia, ela se depara com várias inconstâncias climáticas no decorrer do ano. Uma delas é a elevação do nível das águas em períodos de chuvas que provocam grandes cheias; e, no âmbito inverso, as grandes secas.

Mesmo tomando providências diante destas situações de dificuldades, para a família ribeirinha que vive da agricultura, sem recursos tecnológicos e financeiros, é quase que impossível planejar mesmo sabendo que a cheia e a seca vem todos os anos.

É o caso da população ribeirinha do Rio Demene que cultiva dezenas de diferentes espécies de plantas das quais 13 são anuais, cinco perenes e 26 culturas frutícolas. Essa pequena agricultura é para complementar o abastecimento de alimentos da comunidade como a batata doce, a mandioca, o inhame, além das hortaliças como tomates, alfaces, das aromáticas como hortelã, coentro e pimenta, e das medicinais como canteiros suspensos adubados com matéria orgânica.

Mas, o contraponto central da população ribeirinha é a solidariedade entre os moradores da comunidade e das relações de parentescos das áreas urbanas decorrentes dos problemas encontrados diariamente, entre eles: adaptação da moradia ao nível das águas; cuidado com os animais, principalmente com o gado; atenção às crianças; garantir recursos necessários para a compra do rancho (açúcar, café e farinha.); e, minimizar as perdas de produtos e equipamentos de trabalho e domésticos.

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