Rio Negro, suas peculiaridades e importância econômica

A Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do mundo que detém quase 20% da água doce do planeta e possui o maior rio, o Amazonas, nos reservas belas paisagens e fenômenos naturais. Um deles é um dos cartões postais mais conhecidos: o encontro do Rio Negro com o Rio Amazonas – próximo de Manaus, quando ainda se chama Solimões.

O encontro é uma peculiaridade ímpar que se tornou cartão postal. As águas dos dois rios não se misturam nitidamente. Este fenômeno na confluência é marcada pelo encontro de água preta com a barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km.

Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C.

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O Rio Negro nasce na Colômbia, na nascente do rio Guainia, percorre mais de 1.700 quilômetros até se encontrar com o Solimões, sendo o seu principal afluente da margem esquerda.

O período de cheia acontece entre os meses de junho e julho, quando ocorrem o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, Neste período, no verão amazônico, o rio sobe vários metros. O pico ocorreu em 2012, quando chegou a quase 30 metros acima do nível do mar.

Nativos e colonizadores

O rio foi descoberto em 1541 pelo espanhol Francisco Orellana. A partir do fim do Século 16, expedições holandesas e inglesas chegaram ao Norte do Brasil e colonizaram territórios ribeirinhos.

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Ciente das atividades dos dois países na região, a Coroa Portuguesa enviou tropas à Amazônia e expulsou os outros colonizadores, em meados do século seguinte. Após tomar posse das terras, os lusitanos realizaram campanhas para o reconhecimento da área. Durante as viagens, os navegantes enfrentaram a resistência de tribos indígenas, que defendiam o território com afinco.

No século 18, com a presença dos jesuítas, que catequizaram os índios e ampliaram a agricultura no local, a dominação da região por Portugal foi facilitada. Em 1755, o controle foi consolidado com a criação de São José do Rio Negro.

Economia

Após a Independência do Brasil, em 1822, o rio Negro foi fundamental para a criação de uma identidade nacional entre as populações indígenas que vivem nos seus arredores. Com a utilização da navegação a vapor, melhorou o transporte na região principalmente da extração de produtos extraídas na floresta.

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Hoje, além de ter um papel crucial para o desenvolvimento regional, o rio se tornou um dos destinos turísticos, principalmente para os amantes da pesca esportiva.

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